Querido diário,
Dizem que não somos nós que escolhemos as histórias, mas as histórias que nos escolhem...
Os teóricos são unânimes em afirmar que o contador deve apreciar a narrativa que vai contar, pesquisando os contos que mais o agradem, segundo critérios diversos.
Estudar a história é fundamental.
Precisamos interpretar bem o conto, avaliando as motivações das ações de personagens, as mudanças de cenário e passagens de tempo, o conjunto de valores implícitos e explícitos que integram a moral da história, as estruturas sintáticas e semânticas que compõem o texto.
Li uma obra que trata da paisagem do conto. A autora sugere que imaginemos os sons que a história evoca, bem como os cheiros, as cores, os sabores.
Podemos criar adjetivos que caracterizem as personagens da história, ilustrar algumas cenas, compor um gráfico que represente a trajetória de uma personagem, imaginar detalhes que não constam da narrativa.
Quando estudamos a história, ficamos mais habilitados a passar a sua verdade aos nossos ouvintes, nós nos envolvemos com ela, tomamos parte nos acontecimentos.
Recordo-me de quando estudei a história da dona Baratinha e me surpreendi ao perceber conteúdos profundos envolvendo as relações humanas, como encontros, desencontros, abandono, rejeição.
De início, eu achava a história muito infantil, mas após aplicar as estratégias da paisagem do conto eu fiquei apaixonada pela história.
Por isso, muitos afirmam que esse rótulo de literatura infantil é conversa pra boi dormir...
Já presenciei um caso de um contador de histórias que não compreendeu o final da história que estava contando e passou um desfecho confuso para a criançada.
Um menino percebeu e fez um gesto de descrédito para o contador, seguido de um comentário de insatisfação.
Certa vez, tive a idéia de incluir a audiência na história, afirmando que eles eram os pintinhos loiros da narrativa da Galinha Ruiva, mas eu não contava com a reação imediata das crianças, que eram, em sua maioria, pardas e negras. Elas não se identificaram com o papel que eu lhes atribuí. Então, propus que elas fossem os pintinhos coloridos. Aí, elas toparam, felizes!
Portanto, devemos estudar o texto e o contexto!
sábado, 9 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Blog do Rio Educa
Queridos leitores,
Saiu uma matéria sobre a contação de histórias que realizo na sala de leitura de minha escola, no Blog do Rio Educa:
http://www.rioeduca.net/blogViews.php?id=1100
(É só copiar o link e jogá-lo no google)
Vale a pena conferir!
Agradeço imensamente à direção da escola pela oportunidade!...
Parabéns aos alunos!
Saiu uma matéria sobre a contação de histórias que realizo na sala de leitura de minha escola, no Blog do Rio Educa:
http://www.rioeduca.net/blogViews.php?id=1100
(É só copiar o link e jogá-lo no google)
Vale a pena conferir!
Agradeço imensamente à direção da escola pela oportunidade!...
Parabéns aos alunos!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Dia dos contos
domingo, 19 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Norma
Era uma vez uma garota que falava uma língua diferente. Ela se chamava Norminha.
Por isso, muitas pessoas a acusavam de maltratar a gramática do português.
Essa menina vendia ‘chicretes’, no sinal, fazendo malabarismos para ‘os freguês’, pois ela vivia na corda bamba.
― Ei, você está falando errado! ― disse um menino da janela de um carro.
― Eu tô falano do jeito que os pessoal me ensinou! Eu nunca não fui pra escola...
Um dia, essa jovem conheceu uma professora, que compreendia sua língua.
― Você parece uma poetisa da Literatura de Cordel!... ― disse a professora.
― Tia, os pessoal tudo diz que sou uma ingnorante, que meu português é errado...
A professora aproximou-se da menina.
― Uma criança estar nas ruas, e não na escola, é errado!
A menina se sentiu gente com aquela defesa.
― Discriminar as pessoas, por quaisquer razões, inclusive linguísticas, é errado!
A professora recordou-se de seu poema preferido.
― Como diria o poeta, o português são dois... Eu quero ensinar a você o outro português que você não conhece...
A garota adotou a professora.
Então, ela simplesmente abandonou as ruas e conheceu a escola.
Por isso, muitas pessoas a acusavam de maltratar a gramática do português.
Essa menina vendia ‘chicretes’, no sinal, fazendo malabarismos para ‘os freguês’, pois ela vivia na corda bamba.
― Ei, você está falando errado! ― disse um menino da janela de um carro.
― Eu tô falano do jeito que os pessoal me ensinou! Eu nunca não fui pra escola...
Um dia, essa jovem conheceu uma professora, que compreendia sua língua.
― Você parece uma poetisa da Literatura de Cordel!... ― disse a professora.
― Tia, os pessoal tudo diz que sou uma ingnorante, que meu português é errado...
A professora aproximou-se da menina.
― Uma criança estar nas ruas, e não na escola, é errado!
A menina se sentiu gente com aquela defesa.
― Discriminar as pessoas, por quaisquer razões, inclusive linguísticas, é errado!
A professora recordou-se de seu poema preferido.
― Como diria o poeta, o português são dois... Eu quero ensinar a você o outro português que você não conhece...
A garota adotou a professora.
Então, ela simplesmente abandonou as ruas e conheceu a escola.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Fauna
Às vezes, sou várias.
Inusitadas.
Inesperadas.
Surpreendentes.
Uma gatinha feroz.
Uma avestruz extrovertida.
Uma raposa ingênua.
Uma onça indefesa.
Uma andorinha cativa.
Uma jiboia generosa.
Às vezes, sou várias.
Mas sempre
Sou mais eu!...
Inusitadas.
Inesperadas.
Surpreendentes.
Uma gatinha feroz.
Uma avestruz extrovertida.
Uma raposa ingênua.
Uma onça indefesa.
Uma andorinha cativa.
Uma jiboia generosa.
Às vezes, sou várias.
Mas sempre
Sou mais eu!...
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