Era uma vez um macaco.
Mas não era um macaco como os outros...
Esse macaco não queria comer bananas.
As pessoas, porém, sempre jogavam bananas para o macaquinho.
Algumas bananas até acertavam a sua cabeça. Quando isso acontecia, o macaco ficava muito, muito chateado.
Fazia birra, fazia manha, fazia dengo.
─ Por que não me dão livros? Por que não me dão brinquedos? Por que não me dão um violão? Por que não me dão uma flor? Por que não me dão uma nuvem ou uma estrela? Por que não se dão? ─ indagava o macaco.
Até que um dia, ele conheceu uma criança adorável.
Em vez de lhe jogar uma banana, ela lhe jogou um beijo.
Logo, logo ficaram amigos.
Brincaram de pique-esconde com a lua, brincaram de pique-pega com os cometas, brincaram de pique-alto com as estrelas.
Jogaram amarelinha, jogaram peteca, jogaram bola e sempre venciam o jogo da diversão.
Fizeram barquinhos de papel para navegar no mar da fantasia e aviõezinhos de papel para desvendar o céu de magia.
Leram as histórias da carochinha de trás pra frente.
Cantaram alegremente com as cigarras e trabalharam alegremente com as formigas.
A criança descobriu que aquele macaquinho tinha fome de imaginação.
E eles ficaram ainda mais amigos.
Mas, após brincar tanto e comer tão pouco, o macaco ficou doente.
Então, ele se lembrou das bananas que aquelas pessoas bondosas jogavam para ele, querendo agradá-lo, querendo lhe fazer um carinho de uma maneira especial.
Quando souberam que o macaco estava doente, elas foram visitá-lo, juntamente com a criança que brincava sempre com ele.
Com tanto carinho, com tantas bananas, o macaco ficou bom.
E saiu pelo mundo contando sua história, para que as crianças não ficassem doentes por falta de bananas, para que as crianças não ficassem doentes por falta de histórias...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Pollyanna
Queridos leitores,
Já está disponível o meu artigo da Revista Reconstruir "Pollyanna", no site do Instituto Brasileiro de Educação Moral (IBEM).
Vale a pena conferir!
http://www.educacaomoral.org.br/reconstruir/literando_edicao_87_pollyana.html
domingo, 21 de agosto de 2011
Procura-se um amigo!
Era uma vez um cachorro.
Seu nome era Dog.
Ele vivia triste, pois não tinha nenhum amigo.
Um dia, ele resolveu pedir um conselho aos outros animais.
Pediu ajuda para o porco.
“─ Como faço para ter um amigo?”
O porco respondeu que ele deveria ler bastante para atrair amigos.
Dog leu, leu, leu mas não havia ninguém com quem dividir as leituras.
Pediu ajuda para a galinha.
“─ Como faço para ter um amigo?”
A galinha respondeu que ele deveria aprender a cozinhar para atrair amigos.
Dog preparou um bolo de chocolate e brigadeiros, mas não havia ninguém para prová-los.
Pediu ajuda para o macaco.
“─ Como faço para ter um amigo?”
O macaco respondeu que ele deveria aprender a dançar para atrair amigos.
Dog aprendeu balé e jazz, mas não havia ninguém para dançar com ele.
Pediu ajuda para a gatinha.
“─ Como faço para ter um amigo?”
A gatinha respondeu que ele deveria aprender a contar histórias para atrair amigos.
Dog aprendeu muitas histórias, mas não havia ninguém para ouvi-las.
Pediu ajuda para o pato.
“─ Como faço para ter um amigo?”
O pato respondeu que ele deveria aprender poesias para atrair amigos.
Dog aprendeu a recitar poesias, mas não havia ninguém para ouvi-lo.
Então, Dog sentou em uma pedra e ficou cabisbaixo.
Acontece que tinha uma coruja cabisbaixa em cima de uma árvore.
Dog chorou.
A coruja chorou.
Até que um ouviu o choro do outro.
─ Por que você está chorando? ─ perguntou Dog.
─ Porque sou uma coruja e não sei ler, cozinhar, contar histórias, dançar ou recitar poesias.
Dona Coruja enxugou suas lágrimas.
─ Todos me acham sábia, mas...
E a coruja desandou a chorar de novo.
Dog ficou entusiasmado.
─ Mas, Dona Coruja, eu aprendi a fazer tudo isso e posso ensinar pra você!
A coruja comemorou, porém logo se lembrou do choro do cachorro.
─ Mas por que você estava chorando?
─ Porque não tenho nenhum amigo...
A coruja voou até a pedra onde estava o cachorro.
─ Eu quero ser sua amiga, posso?
O cachorro comemorou, mas logo se lembrou dos outros animais.
─ O porco, a galinha, o macaco, a gatinha e o pato me deram conselhos para que eu atraísse amigos, mas...
A coruja estranhou.
─ Por que você apenas não pediu para que eles fossem seus amigos?...
─ É, por que não pensei nisso antes?...
Então, Dog conversou com os animais, convidando-os para serem amigos. Aí, ele resolveu dar a Festa da Amizade!
E, no dia da festa, quem leu, cozinhou, contou histórias, dançou e recitou poesias foi a Dona Coruja!...
Seu nome era Dog.
Ele vivia triste, pois não tinha nenhum amigo.
Um dia, ele resolveu pedir um conselho aos outros animais.
Pediu ajuda para o porco.
“─ Como faço para ter um amigo?”
O porco respondeu que ele deveria ler bastante para atrair amigos.
Dog leu, leu, leu mas não havia ninguém com quem dividir as leituras.
Pediu ajuda para a galinha.
“─ Como faço para ter um amigo?”
A galinha respondeu que ele deveria aprender a cozinhar para atrair amigos.
Dog preparou um bolo de chocolate e brigadeiros, mas não havia ninguém para prová-los.
Pediu ajuda para o macaco.
“─ Como faço para ter um amigo?”
O macaco respondeu que ele deveria aprender a dançar para atrair amigos.
Dog aprendeu balé e jazz, mas não havia ninguém para dançar com ele.
Pediu ajuda para a gatinha.
“─ Como faço para ter um amigo?”
A gatinha respondeu que ele deveria aprender a contar histórias para atrair amigos.
Dog aprendeu muitas histórias, mas não havia ninguém para ouvi-las.
Pediu ajuda para o pato.
“─ Como faço para ter um amigo?”
O pato respondeu que ele deveria aprender poesias para atrair amigos.
Dog aprendeu a recitar poesias, mas não havia ninguém para ouvi-lo.
Então, Dog sentou em uma pedra e ficou cabisbaixo.
Acontece que tinha uma coruja cabisbaixa em cima de uma árvore.
Dog chorou.
A coruja chorou.
Até que um ouviu o choro do outro.
─ Por que você está chorando? ─ perguntou Dog.
─ Porque sou uma coruja e não sei ler, cozinhar, contar histórias, dançar ou recitar poesias.
Dona Coruja enxugou suas lágrimas.
─ Todos me acham sábia, mas...
E a coruja desandou a chorar de novo.
Dog ficou entusiasmado.
─ Mas, Dona Coruja, eu aprendi a fazer tudo isso e posso ensinar pra você!
A coruja comemorou, porém logo se lembrou do choro do cachorro.
─ Mas por que você estava chorando?
─ Porque não tenho nenhum amigo...
A coruja voou até a pedra onde estava o cachorro.
─ Eu quero ser sua amiga, posso?
O cachorro comemorou, mas logo se lembrou dos outros animais.
─ O porco, a galinha, o macaco, a gatinha e o pato me deram conselhos para que eu atraísse amigos, mas...
A coruja estranhou.
─ Por que você apenas não pediu para que eles fossem seus amigos?...
─ É, por que não pensei nisso antes?...
Então, Dog conversou com os animais, convidando-os para serem amigos. Aí, ele resolveu dar a Festa da Amizade!
E, no dia da festa, quem leu, cozinhou, contou histórias, dançou e recitou poesias foi a Dona Coruja!...
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Diário de Sherazade VI
Querido diário,
Hoje, contei uma história sobre a dona Árvore para uma turma do 3º ano. Gostei muito da experiência, pois houve muita interação por parte das crianças.
De fato, todos participaram muito da história. Elas imitaram animais que eu introduzi na narrativa de propósito. Teve cachorro, gato, cavalo, galo, macaco... Parecia uma sinfonia do zoológico. Rsrsrs!
As crianças adoraram e se divertiram bastante!...
No começo, eu ficava insegura com as chamadas intromissões, que são, na verdade, participações. Isso acontecia porque eu praticamente decorava toda a história (tenho boa memória). Então, quando uma criança participava espontaneamente, eu ficava meio perdida para lhe dar atenção sem perder o fluxo narrativo.
Essas experiências me fizeram reconhecer o valor das participações e passei até a programá-las para enriquecer a contação.
Conforme esclareci, eu mesma introduzi os animais na história, pois detectei uma brechinha para isso na parte em que se tratava de besouros, abelhas... Faço isso sem nenhum problema, pois me considero, como contadora de histórias, uma coautora dos contos que escolho!
Às vezes, a experiência de não contar a história, em suas minúcias, gera uma ansiedade em mim. Sinto-me transgredindo um roteirinho. Parece paradoxal. Introduzo elementos na história com naturalidade, mas omitir palavras, expressões ou detalhes me causa angústia.
Hoje, gaguejei numa palavra. Isso me deixa triste, pois parece que fica evidente uma fragilidade minha ou parece que por um momento se quebra o encantamento da história.
Será que estou sendo muito exigente comigo mesma?...
Em uma oficina de contação de histórias, minha professora esclareceu que só preciso saber os fatos principais da narrativa e o restante pode ficar por minha conta. Essa orientação também está em um livro que estou lendo.
Preciso relaxar e curtir mais a dança das palavras e o ritmo dos gestos que a história evoca.
Quero fazer isso com cada vez mais desenvoltura!
Hoje, contei uma história sobre a dona Árvore para uma turma do 3º ano. Gostei muito da experiência, pois houve muita interação por parte das crianças.
De fato, todos participaram muito da história. Elas imitaram animais que eu introduzi na narrativa de propósito. Teve cachorro, gato, cavalo, galo, macaco... Parecia uma sinfonia do zoológico. Rsrsrs!
As crianças adoraram e se divertiram bastante!...
No começo, eu ficava insegura com as chamadas intromissões, que são, na verdade, participações. Isso acontecia porque eu praticamente decorava toda a história (tenho boa memória). Então, quando uma criança participava espontaneamente, eu ficava meio perdida para lhe dar atenção sem perder o fluxo narrativo.
Essas experiências me fizeram reconhecer o valor das participações e passei até a programá-las para enriquecer a contação.
Conforme esclareci, eu mesma introduzi os animais na história, pois detectei uma brechinha para isso na parte em que se tratava de besouros, abelhas... Faço isso sem nenhum problema, pois me considero, como contadora de histórias, uma coautora dos contos que escolho!
Às vezes, a experiência de não contar a história, em suas minúcias, gera uma ansiedade em mim. Sinto-me transgredindo um roteirinho. Parece paradoxal. Introduzo elementos na história com naturalidade, mas omitir palavras, expressões ou detalhes me causa angústia.
Hoje, gaguejei numa palavra. Isso me deixa triste, pois parece que fica evidente uma fragilidade minha ou parece que por um momento se quebra o encantamento da história.
Será que estou sendo muito exigente comigo mesma?...
Em uma oficina de contação de histórias, minha professora esclareceu que só preciso saber os fatos principais da narrativa e o restante pode ficar por minha conta. Essa orientação também está em um livro que estou lendo.
Preciso relaxar e curtir mais a dança das palavras e o ritmo dos gestos que a história evoca.
Quero fazer isso com cada vez mais desenvoltura!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Kate Lúcia Portela no ABZ do Ziraldo
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O Vestido Azul (adaptação de Kate Lúcia Portela)
Era uma vez Celeste.
Ela era uma menina muito inteligente, meiga e simpática que morava numa cidadezinha do interior, em um bairro muuuuito pobre.
Ela estudava em uma escola, onde havia uma professora muito especial, que cantava sempre para que seus alunos se vestissem de fantasia!
“Abelhinha que dá o mel, raio de sol que ilumina o dia, gota d’água que mata a sede, também quero servir a vida. Rá... rá... rá... vou trabalhar, rei... rei... rei... semearei, ri... ri... ri... com alegria, rou... rou... rou... com muito amor.”
Mas, porém, no entanto, contudo, todavia, entretanto havia um problema nessa história.
Celeste costumava ir para a escola toda sujinha, com roupas esfarrapadas.
Essa situação tocava o coração de sua professora.
Então, ela começou a economizar um dinheirinho para ajudar a sua aluna e, após um tempo, comprou um lindo vestido azul para Celeste.
A menina ficou tão feliz, mas tão feliz que foi correndo para casa contar a novidade para a mãe. A mãe de Celeste lavava roupa pra fora. Já acordava no tanque, vivia no tanque.
Quando Celeste chegou até sua casa e mostrou o vestido azul para sua mãe, a lavadeira ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu a si mesma que, a partir da daquele dia, sua filha jamais ficaria sujinha de novo. Ela deu um banho na filha e colocou nela o vestido azul. Celeste sentou-se no sofá e ficou esperando o pai voltar do trabalho.
O pai de Celeste era vendedor de lenços. Ele vendia lenços para os tristes, para os gripados, para os suados.
Quando ele chegou até sua casa e viu a filha toda cheirosa e usando o vestido azul, ele ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu a si mesmo que, a partir daquele dia, a filha não moraria mais em uma casa sujinha. Ele combinou com a esposa de darem uma faxina na casa. Fez mais. Passou a cuidar do jardim, arrumou a cerca do quintal e pintou a casa toda com restinhos de tinta colorida que ganhara. A casa ficou uma graça!
Uma vizinha que ia passando achou a casa linda e ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesma que, a partir daquele dia, sua casa também ficaria limpinha e graciosa como aquela casa que estava diante de seus olhos.
Uma senhora que ia passando sentiu o perfume das flores do jardim da casa e ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesma que, a partir daquele dia, cuidaria muito bem de suas rosas.
Em pouco tempo, todo o bairro estava transformado!
Um político que ia passando no local ficou tão admirado com os esforços daquela gente, que resolveu ajudar. Ele conversou com o prefeito, que ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesmo que, a partir daquele dia, os interesses do povo seriam a prioridade de seu governo.
Ele investiu em saneamento básico, segurança, esporte, saúde, educação, cultura. Mandou construir escolas, hospitais, teatros, museus, salas de cinemas...
Com o tempo, o bairro ganhou ares de cidadania e o povo ficou tão feliz, mas tão feliz que todos comemoraram com a Festa do Azul Celeste!...
Ela era uma menina muito inteligente, meiga e simpática que morava numa cidadezinha do interior, em um bairro muuuuito pobre.
Ela estudava em uma escola, onde havia uma professora muito especial, que cantava sempre para que seus alunos se vestissem de fantasia!
“Abelhinha que dá o mel, raio de sol que ilumina o dia, gota d’água que mata a sede, também quero servir a vida. Rá... rá... rá... vou trabalhar, rei... rei... rei... semearei, ri... ri... ri... com alegria, rou... rou... rou... com muito amor.”
Mas, porém, no entanto, contudo, todavia, entretanto havia um problema nessa história.
Celeste costumava ir para a escola toda sujinha, com roupas esfarrapadas.
Essa situação tocava o coração de sua professora.
Então, ela começou a economizar um dinheirinho para ajudar a sua aluna e, após um tempo, comprou um lindo vestido azul para Celeste.
A menina ficou tão feliz, mas tão feliz que foi correndo para casa contar a novidade para a mãe. A mãe de Celeste lavava roupa pra fora. Já acordava no tanque, vivia no tanque.
Quando Celeste chegou até sua casa e mostrou o vestido azul para sua mãe, a lavadeira ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu a si mesma que, a partir da daquele dia, sua filha jamais ficaria sujinha de novo. Ela deu um banho na filha e colocou nela o vestido azul. Celeste sentou-se no sofá e ficou esperando o pai voltar do trabalho.
O pai de Celeste era vendedor de lenços. Ele vendia lenços para os tristes, para os gripados, para os suados.
Quando ele chegou até sua casa e viu a filha toda cheirosa e usando o vestido azul, ele ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu a si mesmo que, a partir daquele dia, a filha não moraria mais em uma casa sujinha. Ele combinou com a esposa de darem uma faxina na casa. Fez mais. Passou a cuidar do jardim, arrumou a cerca do quintal e pintou a casa toda com restinhos de tinta colorida que ganhara. A casa ficou uma graça!
Uma vizinha que ia passando achou a casa linda e ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesma que, a partir daquele dia, sua casa também ficaria limpinha e graciosa como aquela casa que estava diante de seus olhos.
Uma senhora que ia passando sentiu o perfume das flores do jardim da casa e ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesma que, a partir daquele dia, cuidaria muito bem de suas rosas.
Em pouco tempo, todo o bairro estava transformado!
Um político que ia passando no local ficou tão admirado com os esforços daquela gente, que resolveu ajudar. Ele conversou com o prefeito, que ficou tão feliz, mas tão feliz que prometeu para si mesmo que, a partir daquele dia, os interesses do povo seriam a prioridade de seu governo.
Ele investiu em saneamento básico, segurança, esporte, saúde, educação, cultura. Mandou construir escolas, hospitais, teatros, museus, salas de cinemas...
Com o tempo, o bairro ganhou ares de cidadania e o povo ficou tão feliz, mas tão feliz que todos comemoraram com a Festa do Azul Celeste!...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Curso de Contação de Histórias On Line
Queridos amigos,
Acabo de publicar o meu curso de contação de histórias on line no Learncafe:
http://www.learncafe.com/cursos/diario-de-uma-contadora-de-historias
Aguardo vocês!
Acabo de publicar o meu curso de contação de histórias on line no Learncafe:
http://www.learncafe.com/cursos/diario-de-uma-contadora-de-historias
Aguardo vocês!
sábado, 9 de julho de 2011
Diário de Sherazade V
Querido diário,
Dizem que não somos nós que escolhemos as histórias, mas as histórias que nos escolhem...
Os teóricos são unânimes em afirmar que o contador deve apreciar a narrativa que vai contar, pesquisando os contos que mais o agradem, segundo critérios diversos.
Estudar a história é fundamental.
Precisamos interpretar bem o conto, avaliando as motivações das ações de personagens, as mudanças de cenário e passagens de tempo, o conjunto de valores implícitos e explícitos que integram a moral da história, as estruturas sintáticas e semânticas que compõem o texto.
Li uma obra que trata da paisagem do conto. A autora sugere que imaginemos os sons que a história evoca, bem como os cheiros, as cores, os sabores.
Podemos criar adjetivos que caracterizem as personagens da história, ilustrar algumas cenas, compor um gráfico que represente a trajetória de uma personagem, imaginar detalhes que não constam da narrativa.
Quando estudamos a história, ficamos mais habilitados a passar a sua verdade aos nossos ouvintes, nós nos envolvemos com ela, tomamos parte nos acontecimentos.
Recordo-me de quando estudei a história da dona Baratinha e me surpreendi ao perceber conteúdos profundos envolvendo as relações humanas, como encontros, desencontros, abandono, rejeição.
De início, eu achava a história muito infantil, mas após aplicar as estratégias da paisagem do conto eu fiquei apaixonada pela história.
Por isso, muitos afirmam que esse rótulo de literatura infantil é conversa pra boi dormir...
Já presenciei um caso de um contador de histórias que não compreendeu o final da história que estava contando e passou um desfecho confuso para a criançada.
Um menino percebeu e fez um gesto de descrédito para o contador, seguido de um comentário de insatisfação.
Certa vez, tive a idéia de incluir a audiência na história, afirmando que eles eram os pintinhos loiros da narrativa da Galinha Ruiva, mas eu não contava com a reação imediata das crianças, que eram, em sua maioria, pardas e negras. Elas não se identificaram com o papel que eu lhes atribuí. Então, propus que elas fossem os pintinhos coloridos. Aí, elas toparam, felizes!
Portanto, devemos estudar o texto e o contexto!
Dizem que não somos nós que escolhemos as histórias, mas as histórias que nos escolhem...
Os teóricos são unânimes em afirmar que o contador deve apreciar a narrativa que vai contar, pesquisando os contos que mais o agradem, segundo critérios diversos.
Estudar a história é fundamental.
Precisamos interpretar bem o conto, avaliando as motivações das ações de personagens, as mudanças de cenário e passagens de tempo, o conjunto de valores implícitos e explícitos que integram a moral da história, as estruturas sintáticas e semânticas que compõem o texto.
Li uma obra que trata da paisagem do conto. A autora sugere que imaginemos os sons que a história evoca, bem como os cheiros, as cores, os sabores.
Podemos criar adjetivos que caracterizem as personagens da história, ilustrar algumas cenas, compor um gráfico que represente a trajetória de uma personagem, imaginar detalhes que não constam da narrativa.
Quando estudamos a história, ficamos mais habilitados a passar a sua verdade aos nossos ouvintes, nós nos envolvemos com ela, tomamos parte nos acontecimentos.
Recordo-me de quando estudei a história da dona Baratinha e me surpreendi ao perceber conteúdos profundos envolvendo as relações humanas, como encontros, desencontros, abandono, rejeição.
De início, eu achava a história muito infantil, mas após aplicar as estratégias da paisagem do conto eu fiquei apaixonada pela história.
Por isso, muitos afirmam que esse rótulo de literatura infantil é conversa pra boi dormir...
Já presenciei um caso de um contador de histórias que não compreendeu o final da história que estava contando e passou um desfecho confuso para a criançada.
Um menino percebeu e fez um gesto de descrédito para o contador, seguido de um comentário de insatisfação.
Certa vez, tive a idéia de incluir a audiência na história, afirmando que eles eram os pintinhos loiros da narrativa da Galinha Ruiva, mas eu não contava com a reação imediata das crianças, que eram, em sua maioria, pardas e negras. Elas não se identificaram com o papel que eu lhes atribuí. Então, propus que elas fossem os pintinhos coloridos. Aí, elas toparam, felizes!
Portanto, devemos estudar o texto e o contexto!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Blog do Rio Educa
Queridos leitores,
Saiu uma matéria sobre a contação de histórias que realizo na sala de leitura de minha escola, no Blog do Rio Educa:
http://www.rioeduca.net/blogViews.php?id=1100
(É só copiar o link e jogá-lo no google)
Vale a pena conferir!
Agradeço imensamente à direção da escola pela oportunidade!...
Parabéns aos alunos!
Saiu uma matéria sobre a contação de histórias que realizo na sala de leitura de minha escola, no Blog do Rio Educa:
http://www.rioeduca.net/blogViews.php?id=1100
(É só copiar o link e jogá-lo no google)
Vale a pena conferir!
Agradeço imensamente à direção da escola pela oportunidade!...
Parabéns aos alunos!
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