Eu sou o filho.
Para mim, essa história começou quando conheci o Velhinho do Pomar, pois, neste instante, eu compreendi que a vida é um presente de Deus.
Eu estava passeando entre as árvores de um belo pomar, próximo à casa de campo de uma amiga de minha mãe, quando apareceu um velhinho muito simpático.
― Rapazinho, você precisa ver a árvore do conhecimento linguístico!...
Eu não articulei nenhuma palavra, mas ele parecia ler meus pensamentos.
― Não se preocupe, você vai me entender. Venha comigo!...
Acompanhei o ancião. Em pouco tempo, estávamos diante de uma frondosa árvore, cujos frutos tinham cores diferentes.
Fiquei maravilhado.
Ele colheu uma fruta do pé e a ofereceu para mim.
Eu nunca havia saboreado uma fruta tão suculenta, capaz até de desmanchar na boca, com um perfume que duplicava o prazer de degustá-la.
Então, minha boca se encheu de palavras.
― Obrigado! Nem sei como agradecer a você por me trazer até a árvore do conhecimento linguístico e...
De repente, me dei conta do grande acontecimento.
― Ei, eu, eu estou falando!...
Pulei de alegria.
― Agora, o papai vai voltar para casa!...
O Velhinho do Pomar fitou-me enternecido.
― Seus pais não fizeram um bom uso das palavras, e isso foi o que mais os distanciou e desestruturou sua família...
Eu estava atento a cada frase do meu amigo.
― Leve essas sementes e plante-as no quintal de sua casa, está bem?
Recebi um saquinho com sementes coloridas. Apanhei um punhado na mão e fiquei admirando-as cheio de encantamento. Quando dei por mim, o ancião havia desaparecido misteriosamente.
Corri para casa.
Minha mãe ficou emocionada quando me viu.
― Quero voltar para casa, para nosso lar, mamãe!
Regressamos no dia seguinte.
Contudo, descobrimos que o papai tinha viajado para outro país, havendo deixado apenas uma mensagem na secretária eletrônica.
Plantei as sementes da árvore do conhecimento linguístico no quintal de minha casa e fiquei surpreso ao observar que ela crescia muito rapidamente, até que começou a dar frutos.
Então, papai voltou de viagem.
― Papai!...
Ele ficou comovido.
― Pedrinho, meu filho!...
Nunca tinha visto papai chorar, nunca tinha visto mamãe chorar.
― Vocês dois precisam conversar...
Pronto, acabei falando o que eu queria.
Meus pais concordaram comigo.
Resolvi ir para o meu quarto, pois eu queria fazer uma oração por minha família.
Após certo tempo, voltei à sala, mas meus pais estavam conversando no quintal, bem próximos à árvore do conhecimento linguístico, de modo que pude ouvir um trecho de seu diálogo. Papai e mamãe falavam como se um completasse o outro.
― ... Eu sei que eu fui egoísta, por isso ...
― ... Cometi muitos erros mas...
― ... eu preciso do uma nova chance, já que agora...
― ... me transformei interiormente, e...
― ... eu acredito que possamos ser felizes, sempre...
― ... estarei me esforçando para que vivamos em paz!...
Fiquei intrigado com o fenômeno linguístico.
Será que eles teriam provado o fruto da árvore das linguagens?...
Eu não estava nem acreditando que meus pais decidiram ficar juntos novamente. Precisava dar a maravilhosa notícia aos meus amigos...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
O semeador de linguagens (Capítulo II)
Eu sou a mãe.
Para mim, essa história começou quando eu e meu filho fomos abandonados por quem mais amávamos, pois até então tínhamos esperanças de reconquistar nosso amado nem que fosse apenas em uma singela manhã de natal.
Nós sofremos juntos quando vimos um homem bom e meigo se iludir com o poder, com a posse de bens materiais, com pessoas interesseiras.
Eu tentava mostrar ao meu marido que aquele não era um bom caminho, mas ele me desrespeitava e ficava agressivo, de modo que eu, em muitas ocasiões, me calava para não piorar a situação até que cheguei ao meu limite e passei a revidar as suas ofensas.
Neste ponto da história, meu filho começou a tentar uma reconciliação entre nós, pois as nossas brigas se tornaram constantes.
Até que o pior aconteceu: um dia, eu gritei com meu marido, meu marido gritou com nosso filho, nosso filho transformou os gritos em um Bicho Assustador e o Silêncio passou a tomar conta de nosso menino para nós.
Meu marido não teve maturidade para enfrentar a situação conosco e resolveu sair de casa, se sentindo o único responsável pelo fato de nosso filho nunca mais ter falado uma única palavra.
Mas, na verdade, eu tive a mesma vontade de gritar com meu filho e, se não o fiz, foi porque o pai se adiantou. Portanto, nós dois falhamos com nossa criança, pois amor significa paciência e carinho.
Por essa razão, eu busquei uma transformação íntima com a ajuda do terapeuta do meu filho, busquei acender uma luz nas trevas do sofrimento, busquei um pouco de paz interior, busquei me tornar uma pessoa melhor, busquei reencontrar minha essência divina.
Então, resolvi viajar com meu filho para a casa de campo de uma amiga.
Lá, eu e meu filho cuidávamos de uma pequena horta no quintal, tomávamos banho de piscina, assistíamos a filmes sentados em frente à lareira, adormecíamos na rede e, em todos esses momentos, sentíamos saudades de nosso amado.
Até que um dia, aconteceu algo mágico.
Eu estava preparando sacolés de frutas (picolés no saquinho) para meu filho, quando ouvi seus gritos, vindos do quintal.
― Manhê! Cadê você, mãe?...
Não consigo descrever minha emoção ao ouvir novamente a voz de meu filhinho.
Eu simplesmente fiquei sem palavras.
Para mim, essa história começou quando eu e meu filho fomos abandonados por quem mais amávamos, pois até então tínhamos esperanças de reconquistar nosso amado nem que fosse apenas em uma singela manhã de natal.
Nós sofremos juntos quando vimos um homem bom e meigo se iludir com o poder, com a posse de bens materiais, com pessoas interesseiras.
Eu tentava mostrar ao meu marido que aquele não era um bom caminho, mas ele me desrespeitava e ficava agressivo, de modo que eu, em muitas ocasiões, me calava para não piorar a situação até que cheguei ao meu limite e passei a revidar as suas ofensas.
Neste ponto da história, meu filho começou a tentar uma reconciliação entre nós, pois as nossas brigas se tornaram constantes.
Até que o pior aconteceu: um dia, eu gritei com meu marido, meu marido gritou com nosso filho, nosso filho transformou os gritos em um Bicho Assustador e o Silêncio passou a tomar conta de nosso menino para nós.
Meu marido não teve maturidade para enfrentar a situação conosco e resolveu sair de casa, se sentindo o único responsável pelo fato de nosso filho nunca mais ter falado uma única palavra.
Mas, na verdade, eu tive a mesma vontade de gritar com meu filho e, se não o fiz, foi porque o pai se adiantou. Portanto, nós dois falhamos com nossa criança, pois amor significa paciência e carinho.
Por essa razão, eu busquei uma transformação íntima com a ajuda do terapeuta do meu filho, busquei acender uma luz nas trevas do sofrimento, busquei um pouco de paz interior, busquei me tornar uma pessoa melhor, busquei reencontrar minha essência divina.
Então, resolvi viajar com meu filho para a casa de campo de uma amiga.
Lá, eu e meu filho cuidávamos de uma pequena horta no quintal, tomávamos banho de piscina, assistíamos a filmes sentados em frente à lareira, adormecíamos na rede e, em todos esses momentos, sentíamos saudades de nosso amado.
Até que um dia, aconteceu algo mágico.
Eu estava preparando sacolés de frutas (picolés no saquinho) para meu filho, quando ouvi seus gritos, vindos do quintal.
― Manhê! Cadê você, mãe?...
Não consigo descrever minha emoção ao ouvir novamente a voz de meu filhinho.
Eu simplesmente fiquei sem palavras.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
O semeador de linguagens (Capítulo I)
Eu sou o pai.
Para mim, essa história começou quando me tornei um mau pai, quando deixei de dar atenção ao meu filho, quando deixei de preparar o seu chocolate quente, quando deixei de ajudá-lo nas lições de casa, quando deixei de contar histórias para ele, quando deixei de jogar bola com ele, quando deixei de repreender suas más ações, quando deixei de tocar violão para ele. Enfim, quando deixei de expressar o meu amor.
Eu havia recebido uma promoção no trabalho e me tornei o braço direito do meu patrão. De uma maneira mágica e fascinante, eu passei a ser valorizado pelos meus colegas. As funcionárias me elogiavam até me deixarem lisonjeado. Minha secretária me devotava uma atenção especial. Eu passei a ser o destaque nas reuniões da empresa. Meu chefe acatava todas as minhas sugestões, de modo que eu ganhei uma nova família.
Eu já não queria nem voltar para casa.
Então, eu me casei com meu trabalho.
Minha esposa não gostou desse meu novo casamento e passei a brigar muito com ela, mas o que me tirava do sério era meu filho sempre tentando uma reconciliação entre nós.
Até que um dia eu perdi a cabeça. Meu filho acompanhava uma discussão nossa, que realmente estava ultrapassando os limites do respeito mútuo. Houve uma hora em que minha esposa, cansada de meus xingamentos, gritou comigo, e nosso filho não aguentou a barra.
Ele começou a chorar, e chorava, e chorava.
Eu não suportava mais.
― Fica quieto, Pedrinho!!! ― gritei.
Meu filho engoliu o choro com um pavor comovente.
― Eu não quero ouvir a sua voz nunca mais, nunca mais! ― berrei.
A partir desse dia, meu filho engoliu as palavras.
Ele ficou mudo de tal maneira, que nem psicólogo deu jeito.
Minha esposa não me culpou, mas eu me culpei.
Então, eu saí de casa, eu resolvi sair da história por uns tempos.
Para mim, essa história começou quando me tornei um mau pai, quando deixei de dar atenção ao meu filho, quando deixei de preparar o seu chocolate quente, quando deixei de ajudá-lo nas lições de casa, quando deixei de contar histórias para ele, quando deixei de jogar bola com ele, quando deixei de repreender suas más ações, quando deixei de tocar violão para ele. Enfim, quando deixei de expressar o meu amor.
Eu havia recebido uma promoção no trabalho e me tornei o braço direito do meu patrão. De uma maneira mágica e fascinante, eu passei a ser valorizado pelos meus colegas. As funcionárias me elogiavam até me deixarem lisonjeado. Minha secretária me devotava uma atenção especial. Eu passei a ser o destaque nas reuniões da empresa. Meu chefe acatava todas as minhas sugestões, de modo que eu ganhei uma nova família.
Eu já não queria nem voltar para casa.
Então, eu me casei com meu trabalho.
Minha esposa não gostou desse meu novo casamento e passei a brigar muito com ela, mas o que me tirava do sério era meu filho sempre tentando uma reconciliação entre nós.
Até que um dia eu perdi a cabeça. Meu filho acompanhava uma discussão nossa, que realmente estava ultrapassando os limites do respeito mútuo. Houve uma hora em que minha esposa, cansada de meus xingamentos, gritou comigo, e nosso filho não aguentou a barra.
Ele começou a chorar, e chorava, e chorava.
Eu não suportava mais.
― Fica quieto, Pedrinho!!! ― gritei.
Meu filho engoliu o choro com um pavor comovente.
― Eu não quero ouvir a sua voz nunca mais, nunca mais! ― berrei.
A partir desse dia, meu filho engoliu as palavras.
Ele ficou mudo de tal maneira, que nem psicólogo deu jeito.
Minha esposa não me culpou, mas eu me culpei.
Então, eu saí de casa, eu resolvi sair da história por uns tempos.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Crônica 'O Carioquinha' produzida por ocasião do Projeto 'Paixão de Ler' (Kate Lúcia Portela)
Hoje, estive refletindo sobre festas de aniversário infantis...
Como são encantadoras, com direito a bolo, docinhos, salgadinhos, pipoca, maçã do amor, refrigerante e bolas, línguas de sogra... as crianças fazem a festa!...
Até me lembrei de um dia, na minha infância, em que recebi o convite para a festa de aniversário de um menino cujo apelido era ‘Carioquinha’.
Parece que eu estou ouvindo aquela música, aquelas palmas: “Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!”
Eu me recordo do momento em que o Carioquinha tinha que fazer um pedido antes de soprar a velhinha.
Ele fechou os olhos, fez um pedido, encheu os pulmões de ar e...
Mudou de ideia, queria pedir outra coisa.
O que será que ele ia pedir, o que vocês acham?
Uma bicicleta? Um vídeo game? Uma bola?
Não sei...
Só sei que nessa hora, os convidados cantaram outra melodia: “É big, é big, é big, é big, é big, é hora, é hora, é hora, é hora, é hora, Ra, Ti, Bum: Carioquinha, Carioquinha!”
O Carioquinha não desistiu de soprar a velinha .
Ele fechou os olhos, fez um pedido, encheu os pulmões de ar e...
Mudou de ideia, queria pedir outra coisa.
O que será que ele ia pedir, o que vocês acham?
Bolinhas de gude? Bolinhas de sabão? Um patinete?
Não sei...
Só sei que os convidados cantaram outra música: “Com quem será, com quem será, com quem será que o Carioquinha vai casar, vai depender, vai depender, vai depender se a Maria vai querer!”
O Carioquinha queria soprar a velinha, dessa vez pra valer.
Ele fechou os olhos e fez o seu pedido, dessa vez pra valer:
Que os cariocas possam curtir as praias, sem que haja poluição.
Que os cariocas possam curtir o carnaval, sem que haja violência.
Que os cariocas possam curtir o Pão de Açúcar, sem que haja fome.
Que os cariocas possam curtir a Quinta da Boa Vista, sem que haja a extinção de animais.
Que os cariocas possam curtir o Cristo Redentor, sem que haja os preconceitos de todo gênero.
Finalmente, o Carioquinha soprou a velinha!
Que todos os seus desejos se realizem!...
Viva o Rio de Janeiro!
Como são encantadoras, com direito a bolo, docinhos, salgadinhos, pipoca, maçã do amor, refrigerante e bolas, línguas de sogra... as crianças fazem a festa!...
Até me lembrei de um dia, na minha infância, em que recebi o convite para a festa de aniversário de um menino cujo apelido era ‘Carioquinha’.
Parece que eu estou ouvindo aquela música, aquelas palmas: “Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!”
Eu me recordo do momento em que o Carioquinha tinha que fazer um pedido antes de soprar a velhinha.
Ele fechou os olhos, fez um pedido, encheu os pulmões de ar e...
Mudou de ideia, queria pedir outra coisa.
O que será que ele ia pedir, o que vocês acham?
Uma bicicleta? Um vídeo game? Uma bola?
Não sei...
Só sei que nessa hora, os convidados cantaram outra melodia: “É big, é big, é big, é big, é big, é hora, é hora, é hora, é hora, é hora, Ra, Ti, Bum: Carioquinha, Carioquinha!”
O Carioquinha não desistiu de soprar a velinha .
Ele fechou os olhos, fez um pedido, encheu os pulmões de ar e...
Mudou de ideia, queria pedir outra coisa.
O que será que ele ia pedir, o que vocês acham?
Bolinhas de gude? Bolinhas de sabão? Um patinete?
Não sei...
Só sei que os convidados cantaram outra música: “Com quem será, com quem será, com quem será que o Carioquinha vai casar, vai depender, vai depender, vai depender se a Maria vai querer!”
O Carioquinha queria soprar a velinha, dessa vez pra valer.
Ele fechou os olhos e fez o seu pedido, dessa vez pra valer:
Que os cariocas possam curtir as praias, sem que haja poluição.
Que os cariocas possam curtir o carnaval, sem que haja violência.
Que os cariocas possam curtir o Pão de Açúcar, sem que haja fome.
Que os cariocas possam curtir a Quinta da Boa Vista, sem que haja a extinção de animais.
Que os cariocas possam curtir o Cristo Redentor, sem que haja os preconceitos de todo gênero.
Finalmente, o Carioquinha soprou a velinha!
Que todos os seus desejos se realizem!...
Viva o Rio de Janeiro!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
O circo da infância (Kate Lúcia Portela)
Respeitável público:
Era uma vez um palhaço.
Era uma vez outro palhaço.
Um era o Bolinha, o outro era o Varetinha.
Eles gostavam de brincar, brincar e brincar...
Faziam caretas mágicas:
FAAAA! LEEEEE! MIIII! BOOOO! ZUUUU!
Faziam malabarismos com as palavras:
ES-FRAM - BÚ-TI - COS! CA- LUS- FA- TI - LEX! PRO - MER- CLA- GI- A- NO!
Faziam coreografias com as cores:
A-M-A-R-E-L-O-A-Z-U-L-R-O-S-A-V-E-R-M-E-L-H-O-V-E-R-D-E...
Faziam mímicas de animais:
Cocoricó, Muuuuu, Ihiiii!
Um dia, algumas crianças pediram um presente para o Bolinha e o Varetinha.
Mas... que presente dar?
Os palhaços pensaram, pensaram, pensaram...
Então, resolveram lhes dar pedacinhos de infância!
Deram uma bola de meia...
Deram um chapéu de papel...
Deram uma peteca de jornal...
Deram um telefone sem fio...
Deram uma pipa...
Deram bolinhas de sabão...
Deram uma corda...
Deram um bambolê...
Deram um cata-vento...
Deram bolinhas de gude...
Deram um pião...
E resolveram se dar para as crianças!...
E por inteiro!
Marcharam!
Bateram palmas!
Assobiaram!
Fizeram uma pombinha com as mãos!
Piscaram o olho!
Soluçaram!
Apertaram as mãos!
Deram joia com os dedinhos!
Fizeram uma cobrinha com as mãos!
Jogaram beijos!
Desafinaram!
Estalaram os dedos!
As crianças adoraram os presentes e deram parlendas aos palhaços, como forma de retribuir o carinho:
Os primeiros versinhos encantaram os palhacinhos:
‘Batatinha quando nasce
Se esparrama pelo chão
A menina quando dorme
Põe a mão no coração’
E elas recitaram outra parlenda com sabor de magia:
‘Chuva e sol
Casamento de espanhol
Sol e chuva
Casamento de viúva’
Mas a preferida das crianças elas deixaram para o final:
‘Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu. Cadê o gato?
Fugiu pro mato. Cadê o mato?
O fogo queimou. Cadê o fogo?
A água apagou. Cadê a água?
O boi bebeu. Cadê o boi?
Está amassando trigo. Cadê o trigo?
A galinha espalhou. Cadê a galinha?
Está botando ovo. Cadê o ovo?
ESTÁ AQUI!’
Aí, os palhacinhos entraram na brincadeira e recitaram outra parlenda:
‘Era uma vez uma bruxa.
À meia-noite.
Em um castelo mal-assombrado.
Com uma faca na mão.
Pra passar manteiga no pão!’
Após tantas e tantas brincadeiras, estava armado o circo:
O circo da infância!
Esse espetáculo é um presente e ninguém pode perder!...
Era uma vez um palhaço.
Era uma vez outro palhaço.
Um era o Bolinha, o outro era o Varetinha.
Eles gostavam de brincar, brincar e brincar...
Faziam caretas mágicas:
FAAAA! LEEEEE! MIIII! BOOOO! ZUUUU!
Faziam malabarismos com as palavras:
ES-FRAM - BÚ-TI - COS! CA- LUS- FA- TI - LEX! PRO - MER- CLA- GI- A- NO!
Faziam coreografias com as cores:
A-M-A-R-E-L-O-A-Z-U-L-R-O-S-A-V-E-R-M-E-L-H-O-V-E-R-D-E...
Faziam mímicas de animais:
Cocoricó, Muuuuu, Ihiiii!
Um dia, algumas crianças pediram um presente para o Bolinha e o Varetinha.
Mas... que presente dar?
Os palhaços pensaram, pensaram, pensaram...
Então, resolveram lhes dar pedacinhos de infância!
Deram uma bola de meia...
Deram um chapéu de papel...
Deram uma peteca de jornal...
Deram um telefone sem fio...
Deram uma pipa...
Deram bolinhas de sabão...
Deram uma corda...
Deram um bambolê...
Deram um cata-vento...
Deram bolinhas de gude...
Deram um pião...
E resolveram se dar para as crianças!...
E por inteiro!
Marcharam!
Bateram palmas!
Assobiaram!
Fizeram uma pombinha com as mãos!
Piscaram o olho!
Soluçaram!
Apertaram as mãos!
Deram joia com os dedinhos!
Fizeram uma cobrinha com as mãos!
Jogaram beijos!
Desafinaram!
Estalaram os dedos!
As crianças adoraram os presentes e deram parlendas aos palhaços, como forma de retribuir o carinho:
Os primeiros versinhos encantaram os palhacinhos:
‘Batatinha quando nasce
Se esparrama pelo chão
A menina quando dorme
Põe a mão no coração’
E elas recitaram outra parlenda com sabor de magia:
‘Chuva e sol
Casamento de espanhol
Sol e chuva
Casamento de viúva’
Mas a preferida das crianças elas deixaram para o final:
‘Cadê o toucinho que estava aqui?
O gato comeu. Cadê o gato?
Fugiu pro mato. Cadê o mato?
O fogo queimou. Cadê o fogo?
A água apagou. Cadê a água?
O boi bebeu. Cadê o boi?
Está amassando trigo. Cadê o trigo?
A galinha espalhou. Cadê a galinha?
Está botando ovo. Cadê o ovo?
ESTÁ AQUI!’
Aí, os palhacinhos entraram na brincadeira e recitaram outra parlenda:
‘Era uma vez uma bruxa.
À meia-noite.
Em um castelo mal-assombrado.
Com uma faca na mão.
Pra passar manteiga no pão!’
Após tantas e tantas brincadeiras, estava armado o circo:
O circo da infância!
Esse espetáculo é um presente e ninguém pode perder!...
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Outro cravo, outra rosa (Kate Lúcia Portela)
“Era uma vez uma menina. Ela tinha um amigo. Tinha, não tem mais. Eles brigaram: “O cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada. O cravo saiu ferido. E a rosa despedaçada. O cravo ficou doente. A rosa foi visitar. O cravo teve um desmaio. E a rosa pôs-se a chorar.”
No princípio, a menina nem ligou. Afinal, ela tinha muitas amigas. E, com elas, adorava brincar de pular corda: “Um homem bateu em minha porta e eu abri. Senhoras e senhores, ponha (sic) a mão no chão. Senhoras e senhores, pule (sic) num pé só. Senhoras e senhores, dê (sic) uma rodadinha e vão pro olho da rua.”
Mas, com o passar do tempo, a menina começou a sentir saudades do amigo. Então, resolveu visitá-lo. No caminho, encontrou um sapo, que nem era príncipe: “O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer, mas que chulé!”
Aí, a menina resolveu comprar um pirulito para dá-lo de presente ao amigo: “Pirulito que bate, bate. Pirulito que já bateu. Quem gosta de mim é ela, quem gosta dela sou eu.”
Quando comprou o pirulito, ganhou de brinde um soldadinho: “Marcha soldado, cabeça de papel. Quem não marchar direito, vai preso pro quartel. O quartel pegou fogo, a polícia deu sinal. Acode, acode, acode a bandeira nacional.”
Caminhou muito, muito e teve que atravessar um rio com a canoa do Seu Chico: “A canoa virou. Vou deixá-la virar. Foi por causa do seu Zé que não soube remar. Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar eu tirava o seu Zé do fundo mar.”
Até que ela finalmente chegou até a casa do amigo. Nossa, era uma casa tão diferente: “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia entrar nela, não. Porque na casa não tinha chão. Ninguém podia dormir na rede porque na casa não tinha parede. Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali. Mas era feita com muito esmero. Na rua dos bobos, número zero.”
Finalmente, o menino abriu a porta. A garota o abraçou e lhe deu de presente o pirulito e o soldadinho. Ele adorou a visita, nem se lembrava mais da briga, e ofereceu um lanchinho à amiga: “Meu lanchinho, meu lanchinho vou comer, vou comer. Pra ficar fortinho, para ficar fortinho e crescer, e crescer. Meu suquinho, meu suquinho vou beber, vou beber. Pra ficar fortinho, pra ficar fortinho e crescer, e crescer.”
Eles descobriram que é muito bom quando nos alimentamos de músicas, histórias e poesia... Entrou por uma porta saiu pela outra. Quem quiser que cante outra!”
No princípio, a menina nem ligou. Afinal, ela tinha muitas amigas. E, com elas, adorava brincar de pular corda: “Um homem bateu em minha porta e eu abri. Senhoras e senhores, ponha (sic) a mão no chão. Senhoras e senhores, pule (sic) num pé só. Senhoras e senhores, dê (sic) uma rodadinha e vão pro olho da rua.”
Mas, com o passar do tempo, a menina começou a sentir saudades do amigo. Então, resolveu visitá-lo. No caminho, encontrou um sapo, que nem era príncipe: “O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer, mas que chulé!”
Aí, a menina resolveu comprar um pirulito para dá-lo de presente ao amigo: “Pirulito que bate, bate. Pirulito que já bateu. Quem gosta de mim é ela, quem gosta dela sou eu.”
Quando comprou o pirulito, ganhou de brinde um soldadinho: “Marcha soldado, cabeça de papel. Quem não marchar direito, vai preso pro quartel. O quartel pegou fogo, a polícia deu sinal. Acode, acode, acode a bandeira nacional.”
Caminhou muito, muito e teve que atravessar um rio com a canoa do Seu Chico: “A canoa virou. Vou deixá-la virar. Foi por causa do seu Zé que não soube remar. Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar eu tirava o seu Zé do fundo mar.”
Até que ela finalmente chegou até a casa do amigo. Nossa, era uma casa tão diferente: “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia entrar nela, não. Porque na casa não tinha chão. Ninguém podia dormir na rede porque na casa não tinha parede. Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali. Mas era feita com muito esmero. Na rua dos bobos, número zero.”
Finalmente, o menino abriu a porta. A garota o abraçou e lhe deu de presente o pirulito e o soldadinho. Ele adorou a visita, nem se lembrava mais da briga, e ofereceu um lanchinho à amiga: “Meu lanchinho, meu lanchinho vou comer, vou comer. Pra ficar fortinho, para ficar fortinho e crescer, e crescer. Meu suquinho, meu suquinho vou beber, vou beber. Pra ficar fortinho, pra ficar fortinho e crescer, e crescer.”
Eles descobriram que é muito bom quando nos alimentamos de músicas, histórias e poesia... Entrou por uma porta saiu pela outra. Quem quiser que cante outra!”
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O papagaio que ensinava português (Kate Lúcia Portela)
Era uma vez...
Opa!
Era uma vez, não! Eram várias vezes...
O papagaio Clarinho repetia várias vezes as palavras que a professora Norminha lhe ensinava:
LEITURA, LEITURA, LEITURA...
ESCRITA, ESCRITA, ESCRITA...
POESIA, POESIA, POESIA...
HISTÓRIAS, HISTÓRIAS, HISTÓRIAS...
TEATRO, TEATRO, TEATRO...
Essas palavras mágicas estavam relacionadas ao estudo da nossa língua portuguesa.
Com a dona Norminha, Clarinho aprendeu que a língua muda de acordo com o tempo, com o lugar, com as pessoas, com as situações... Parece difícil, mas não é...
O papagaio Clarinho aprendeu bem essa lição quando conheceu outro papagaio: o Dourado.
Dourado vivia feliz, mas não para sempre, numa casinha de telha, numa rua de lama e esgoto, onde moravam um pai, uma mãe e umas crianças. Lá, a pobreza sempre aparecia no plural, pois era pobreza de educação, pobreza de saúde, pobreza de comida, pobreza de segurança, pobreza de emprego, pobreza de esportes... pobrezas.
Um dia, uma coruja o incentivou a procurar por uma escola, onde poderia receber uma educação de qualidade.
Aí, ele partiu.
Durante a viagem, fez amizade com um passarinho que tinha o sonho de conhecer o circo, com um gato que tinha o sonho de conhecer o zoológico, com um cachorro que tinha o sonho de conhecer um parque de diversões...
Quando chegou à cidade grande, estava ansioso por encontrar uma escola. Posou em um palanque, onde havia um microfone:
─ Inducação, Inducação! ─ falou Dourado.
As pessoas da praça, por um momento, pareciam estátuas.
Então, elas começaram a rir de Dourado.
─ Não é inducação, é educação! Você fugiu da escola, senhor Papagaio? ─ disse um homem de terno e gravata.
Neste momento, o papagaio Clarinho apareceu e fez a defesa de Dourado.
─ Vocês estudaram tanto somente para ficar rindo das pessoas que não tiveram a mesma oportunidade que vocês? Todos têm condições de aprender, sabiam?
As pessoas se sentiram envergonhadas e se retiraram.
Clarinho e Dourado ficaram amigos e trocaram saberes.
Clarinho ensinou para Dourado as palavrinhas mágicas do ensino da língua portuguesa: LEITURA, ESCRITA, POESIA, HISTÓRIAS, TEATRO.
Dourado ensinou para Clarinho brincadeiras muito divertidas, como corda, bolinha de gude, bambolê, catavento, barquinhos de papel, patinete, bolinhas de sabão, pipa...
Até que um dia eles resolveram conhecer a escola da dona Norminha.
Fizeram uma viagem ao Planeta-Escola.
Decolaram rumo ao Universo do Conhecimento!...
Dourado, após um tempo, acabou indo embora, mas deixou uma mensagem para Clarinho:
Clarinho,
Educação. Essa palavra resume a minha história com você. Uma história que é uma aula de português. Leitores como você e eu são como escolas, por isso volto para minha cidade.
Dourado
Opa!
Era uma vez, não! Eram várias vezes...
O papagaio Clarinho repetia várias vezes as palavras que a professora Norminha lhe ensinava:
LEITURA, LEITURA, LEITURA...
ESCRITA, ESCRITA, ESCRITA...
POESIA, POESIA, POESIA...
HISTÓRIAS, HISTÓRIAS, HISTÓRIAS...
TEATRO, TEATRO, TEATRO...
Essas palavras mágicas estavam relacionadas ao estudo da nossa língua portuguesa.
Com a dona Norminha, Clarinho aprendeu que a língua muda de acordo com o tempo, com o lugar, com as pessoas, com as situações... Parece difícil, mas não é...
O papagaio Clarinho aprendeu bem essa lição quando conheceu outro papagaio: o Dourado.
Dourado vivia feliz, mas não para sempre, numa casinha de telha, numa rua de lama e esgoto, onde moravam um pai, uma mãe e umas crianças. Lá, a pobreza sempre aparecia no plural, pois era pobreza de educação, pobreza de saúde, pobreza de comida, pobreza de segurança, pobreza de emprego, pobreza de esportes... pobrezas.
Um dia, uma coruja o incentivou a procurar por uma escola, onde poderia receber uma educação de qualidade.
Aí, ele partiu.
Durante a viagem, fez amizade com um passarinho que tinha o sonho de conhecer o circo, com um gato que tinha o sonho de conhecer o zoológico, com um cachorro que tinha o sonho de conhecer um parque de diversões...
Quando chegou à cidade grande, estava ansioso por encontrar uma escola. Posou em um palanque, onde havia um microfone:
─ Inducação, Inducação! ─ falou Dourado.
As pessoas da praça, por um momento, pareciam estátuas.
Então, elas começaram a rir de Dourado.
─ Não é inducação, é educação! Você fugiu da escola, senhor Papagaio? ─ disse um homem de terno e gravata.
Neste momento, o papagaio Clarinho apareceu e fez a defesa de Dourado.
─ Vocês estudaram tanto somente para ficar rindo das pessoas que não tiveram a mesma oportunidade que vocês? Todos têm condições de aprender, sabiam?
As pessoas se sentiram envergonhadas e se retiraram.
Clarinho e Dourado ficaram amigos e trocaram saberes.
Clarinho ensinou para Dourado as palavrinhas mágicas do ensino da língua portuguesa: LEITURA, ESCRITA, POESIA, HISTÓRIAS, TEATRO.
Dourado ensinou para Clarinho brincadeiras muito divertidas, como corda, bolinha de gude, bambolê, catavento, barquinhos de papel, patinete, bolinhas de sabão, pipa...
Até que um dia eles resolveram conhecer a escola da dona Norminha.
Fizeram uma viagem ao Planeta-Escola.
Decolaram rumo ao Universo do Conhecimento!...
Dourado, após um tempo, acabou indo embora, mas deixou uma mensagem para Clarinho:
Clarinho,
Educação. Essa palavra resume a minha história com você. Uma história que é uma aula de português. Leitores como você e eu são como escolas, por isso volto para minha cidade.
Dourado
domingo, 25 de setembro de 2011
Diário de Sherazade VII
Querido diário,
Nessa semana, pedi que as crianças imaginassem o que havia dentro de uma caixa que compunha o cenário da história. Elas se mostraram muito inventivas: boneca, bola, bicicleta, anjo, nuvem, árvore, flor, folhas, pizza, livro e outros.
Acredito que a contação de histórias enriquece o potencial criativo das pessoas e sou plenamente a favor de uma pedagogia do imaginário nas escolas.
Considero as crianças como coautoras das histórias, pois elas imaginam personagens, cenários, figurinos... e não são obrigadas a ver as cenas de um modo previamente determinado. Considero isso uma prática valiosa, sobretudo em meio à ditadura visual que impera, por vezes, no mundo.
Muitas escolas não valorizam a criatividade, mas a repetição das ideias. Precisamos dar valor ao lúdico, à interação, à iniciativa dos alunos.
Contar histórias é brincar com as palavras, com a fantasia e com a imaginação!
Na atividade que propus, de se imaginar o conteúdo da caixa, não havia uma resposta certa, mas inúmeras possibilidades de resposta.
Uns se mostraram sensíveis com relação à natureza, outros imaginaram alimentos, alguns imaginaram algo cultural ou brinquedos que marcavam sua infância.
Li que seria relevante pedir às crianças, talvez as maiores, para inventarem um novo final para a história, após a contação. Ou pedir para imaginarem como seria a história na perspectiva de um personagem secundário. Acho que seriam bons exercícios de criatividade...
Certa vez, um menino me chamou em sua carteira, logo depois que eu contei uma história para sua turma. Ele estava rascunhando uma história, que estava inventado com base no meu repertório!
Infelizmente, muitos ainda acreditam que a criatividade é um dom de poucos privilegiados, que não pode ser desenvolvido ou aprimorado...
A contação de histórias leva o imaginário às escolas e outros ambientes, convidando todos ao exercício da criatividade por meio da viagem literária que se promove.
Ela desperta o interesse, a curiosidade, pois lida com o inesperado, o inusitado, o novo. Não se calca em um saber pronto, compartimentado.
Mas bons ventos estão sempre trazendo novas histórias!
Então, precisamos simplesmente in...ventar!
Nessa semana, pedi que as crianças imaginassem o que havia dentro de uma caixa que compunha o cenário da história. Elas se mostraram muito inventivas: boneca, bola, bicicleta, anjo, nuvem, árvore, flor, folhas, pizza, livro e outros.
Acredito que a contação de histórias enriquece o potencial criativo das pessoas e sou plenamente a favor de uma pedagogia do imaginário nas escolas.
Considero as crianças como coautoras das histórias, pois elas imaginam personagens, cenários, figurinos... e não são obrigadas a ver as cenas de um modo previamente determinado. Considero isso uma prática valiosa, sobretudo em meio à ditadura visual que impera, por vezes, no mundo.
Muitas escolas não valorizam a criatividade, mas a repetição das ideias. Precisamos dar valor ao lúdico, à interação, à iniciativa dos alunos.
Contar histórias é brincar com as palavras, com a fantasia e com a imaginação!
Na atividade que propus, de se imaginar o conteúdo da caixa, não havia uma resposta certa, mas inúmeras possibilidades de resposta.
Uns se mostraram sensíveis com relação à natureza, outros imaginaram alimentos, alguns imaginaram algo cultural ou brinquedos que marcavam sua infância.
Li que seria relevante pedir às crianças, talvez as maiores, para inventarem um novo final para a história, após a contação. Ou pedir para imaginarem como seria a história na perspectiva de um personagem secundário. Acho que seriam bons exercícios de criatividade...
Certa vez, um menino me chamou em sua carteira, logo depois que eu contei uma história para sua turma. Ele estava rascunhando uma história, que estava inventado com base no meu repertório!
Infelizmente, muitos ainda acreditam que a criatividade é um dom de poucos privilegiados, que não pode ser desenvolvido ou aprimorado...
A contação de histórias leva o imaginário às escolas e outros ambientes, convidando todos ao exercício da criatividade por meio da viagem literária que se promove.
Ela desperta o interesse, a curiosidade, pois lida com o inesperado, o inusitado, o novo. Não se calca em um saber pronto, compartimentado.
Mas bons ventos estão sempre trazendo novas histórias!
Então, precisamos simplesmente in...ventar!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
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