Era uma vez um galinho.
Mas ele era diferente.
Quando o sol nascia, ele não fazia cocoricó.
Ele fazia coricocó.
Os outros galos não gostavam nada, nada.
E o corrigiam:
- Cocoricó!
Mas o galinho fazia:
- Coricocó!
E os outros galos faziam cara feia!
E tudo lhes foi ficando feio.
Eles já não admiravam a flor desabrochando.
Faziam cara feia!
-Coricocó!
- Cocoricó!
Eles já não admiravam as estrelas brilhando no céu.
Faziam cara feia!
- Coricocó!
-Cocoricó!
Eles já não admiravam as abelhas fabricando o mel.
Faziam cara feia!
- Coricocó!
- Cocoricó!
Até que um dia apareceu outro galinho que fazia:
- Cococori!
E ele ficou amigo do galinho que fazia:
-Coricocó!
Eles uniram o seu canto em um só:
- Cococoricoricocó!
Em pouco tempo, apareceram outros galinhos, que os imitavam:
- Cococoricoricocó!
E lhes faziam cara bonita.
Então, os outros galos desisitiram de corrigi-los.
Apenas faziam cara feia.
E perdiam as 'bonitezas' da vida...
Cococori!
Coricocó!
Cocoricó!
Porque o sol nasce para todos!
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Feliz dia dos professores!...
Dia dos professores
(Kate Lúcia Portela)
Professor:aquele que professa publicamente a sua crença.
Definição poética.
Filosófica.
Etimológica.
Professar publicamente a crença na educação.
Professar publicamente a crença na cidadania.
Professar publicamente a crença nos valores humanos.
Professor: aquele cuja missão é transformar as tais escolas-gaiolas em escolas-asas.
Voar na amplidão da leitura.
Voar na imensidão das culturas.
Voar, pois “nada é pesado para quem tem asas”.
Professor: aquele cuja missão é alimentar ideais.
Sonhos.
Projetos.
Fantasias.
Professor: aquele cuja missão é lutar.
Batalhar.
Resistir.
Formar, Reformar, Informar... Transformar.
Professor: aquele cuja missão é acordar sentimentos.
Como o respeito,
Como a admiração.
E o nosso desejo de lhes desejar um feliz dia dos professores!
Parabéns, queridos mestres!...
(Kate Lúcia Portela)
Professor:aquele que professa publicamente a sua crença.
Definição poética.
Filosófica.
Etimológica.
Professar publicamente a crença na educação.
Professar publicamente a crença na cidadania.
Professar publicamente a crença nos valores humanos.
Professor: aquele cuja missão é transformar as tais escolas-gaiolas em escolas-asas.
Voar na amplidão da leitura.
Voar na imensidão das culturas.
Voar, pois “nada é pesado para quem tem asas”.
Professor: aquele cuja missão é alimentar ideais.
Sonhos.
Projetos.
Fantasias.
Professor: aquele cuja missão é lutar.
Batalhar.
Resistir.
Formar, Reformar, Informar... Transformar.
Professor: aquele cuja missão é acordar sentimentos.
Como o respeito,
Como a admiração.
E o nosso desejo de lhes desejar um feliz dia dos professores!
Parabéns, queridos mestres!...
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
1001
Era uma vez Maria.
Era uma vez João.
Eles eram da turma 1001.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria colocava uma florzinha nos cabelos.
Maria gostava de quando João colocava um boné colorido.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria fazia bonecas de lata.
Maria gostava de quando João fazia aviõezinhos de papel.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria brincava de pular corda.
Maria gostava de quando João brincava de bolinhas de gude.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria comia sonho de padaria.
Maria gostava de quando João comia maçã do amor.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria lia contos de fadas.
Maria gostava de quando João lia histórias de terror.
E eles se gostavam...
Mas havia um problema.
Maria gostava de Matemática.
João, não.
Maria gostava de gelatina.
João, não.
Maria gostava de poesia.
João, não.
Maria gostava de massinha.
João, não.
Então, João acabou mudando de turma.
E conheceu Joana.
Joana não gostava de Matemática.
Joana não gostava de gelatina.
Joana não gostava de poesia.
Joana não gostava de massinha.
Joana gostava de João.
Mas...
João gostava de Maria.
E encontrou 1001 motivos para voltar pra sua turma.
Maria e João.
João e Maria.
E eles se gostavam...
Era uma vez João.
Eles eram da turma 1001.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria colocava uma florzinha nos cabelos.
Maria gostava de quando João colocava um boné colorido.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria fazia bonecas de lata.
Maria gostava de quando João fazia aviõezinhos de papel.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria brincava de pular corda.
Maria gostava de quando João brincava de bolinhas de gude.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria comia sonho de padaria.
Maria gostava de quando João comia maçã do amor.
E eles se gostavam...
João gostava de quando Maria lia contos de fadas.
Maria gostava de quando João lia histórias de terror.
E eles se gostavam...
Mas havia um problema.
Maria gostava de Matemática.
João, não.
Maria gostava de gelatina.
João, não.
Maria gostava de poesia.
João, não.
Maria gostava de massinha.
João, não.
Então, João acabou mudando de turma.
E conheceu Joana.
Joana não gostava de Matemática.
Joana não gostava de gelatina.
Joana não gostava de poesia.
Joana não gostava de massinha.
Joana gostava de João.
Mas...
João gostava de Maria.
E encontrou 1001 motivos para voltar pra sua turma.
Maria e João.
João e Maria.
E eles se gostavam...
quarta-feira, 17 de julho de 2013
As figurinhas de João
Era uma vez um menino.
João.
Ele colecionava figurinhas: 1, 2, 10, 30, 50...
João queria ter um milhão de figurinhas.
Figurinhas de gente.
Crianças.
Jovens.
Adultos.
Idosos.
Ele as carregava na mochila.
Nunca ficava sem elas.
Dormia com elas.
Sonhava com elas.
Acordava com elas.
As figurinhas eram as únicas amigas de João.
Até que, um dia, ele conheceu Joana.
Ela tinha 1, 2, 10, 30, 50... amigos.
Joana queria ter um milhão de amigos.
João ficou encantado com o jeitinho de Joana.
Ela cumprimentava as pessoas alegremente: “Bom dia”, “Boa tarde”,Boa noite”.
Ela usava as palavras mágicas: “Obrigada”, “Com licença”, “Por favor”.
Joana virou a amiga número 1 de João.
E ele dividiu com ela suas figurinhas de gente.
E com os outros amigos que vieram depois.
Dizem que eram quase um milhão...
João.
Ele colecionava figurinhas: 1, 2, 10, 30, 50...
João queria ter um milhão de figurinhas.
Figurinhas de gente.
Crianças.
Jovens.
Adultos.
Idosos.
Ele as carregava na mochila.
Nunca ficava sem elas.
Dormia com elas.
Sonhava com elas.
Acordava com elas.
As figurinhas eram as únicas amigas de João.
Até que, um dia, ele conheceu Joana.
Ela tinha 1, 2, 10, 30, 50... amigos.
Joana queria ter um milhão de amigos.
João ficou encantado com o jeitinho de Joana.
Ela cumprimentava as pessoas alegremente: “Bom dia”, “Boa tarde”,Boa noite”.
Ela usava as palavras mágicas: “Obrigada”, “Com licença”, “Por favor”.
Joana virou a amiga número 1 de João.
E ele dividiu com ela suas figurinhas de gente.
E com os outros amigos que vieram depois.
Dizem que eram quase um milhão...
sábado, 13 de julho de 2013
Alice
Em um lugar qualquer, em um tempo qualquer, existiu uma boneca.
Bonitinha.
Engraçadinha.
Fofinha.
Mas ela tinha um defeito de fabricação: era maluquinha.
Só faltava uma panela na cabeça.
Ela tinha ideias.
Alice queria colorir o sol de muitas cores.
Azul.
Verde.
Vermelho.
Lilás.
Preto.
Alice queria fazer chover flores.
Margaridas.
Rosas.
Violetas.
Cravos.
Girassóis.
Alice queria misturar as histórias.
Cinderela adormecida.
Branca de Neve e os três porquinhos.
Rapunzel no país das maravilhas.
Chapeuzinho Vermelho e a Fera.
Alice queria preparar saladas doidinhas.
Alface com sorvete e milho.
Agrião com algodão doce e ervilha.
Rúcula com jujubas e palmito.
Chicória com pudim e azeitonas.
Alice queria fazer o casamento dos animais.
A girafa com o caramujo.
O hipopótamo com a formiga.
O elefante com a barata.
O leão com a mosca.
Alice queria virar o mundo do lado avesso.
Mas era só uma boneca.
Bonitinha.
Engraçadinha.
Fofinha.
Até que, um dia, ela descobriu que tinha poderes mágicos.
Sinsalamin!
Alakazan!
E... zás!
Lá estava o mundo do lado avesso.
O mundo de Alice?
O mundo do era uma vez.
Era uma vez o Pinóquio...
Era uma vez o Lobo Mau...
Era uma vez o Cebolinha...
Era uma vez o tio Patinhas...
Era uma vez... você!
Venha fazer parte dessa história...
Leia , leia mais!...
Bonitinha.
Engraçadinha.
Fofinha.
Mas ela tinha um defeito de fabricação: era maluquinha.
Só faltava uma panela na cabeça.
Ela tinha ideias.
Alice queria colorir o sol de muitas cores.
Azul.
Verde.
Vermelho.
Lilás.
Preto.
Alice queria fazer chover flores.
Margaridas.
Rosas.
Violetas.
Cravos.
Girassóis.
Alice queria misturar as histórias.
Cinderela adormecida.
Branca de Neve e os três porquinhos.
Rapunzel no país das maravilhas.
Chapeuzinho Vermelho e a Fera.
Alice queria preparar saladas doidinhas.
Alface com sorvete e milho.
Agrião com algodão doce e ervilha.
Rúcula com jujubas e palmito.
Chicória com pudim e azeitonas.
Alice queria fazer o casamento dos animais.
A girafa com o caramujo.
O hipopótamo com a formiga.
O elefante com a barata.
O leão com a mosca.
Alice queria virar o mundo do lado avesso.
Mas era só uma boneca.
Bonitinha.
Engraçadinha.
Fofinha.
Até que, um dia, ela descobriu que tinha poderes mágicos.
Sinsalamin!
Alakazan!
E... zás!
Lá estava o mundo do lado avesso.
O mundo de Alice?
O mundo do era uma vez.
Era uma vez o Pinóquio...
Era uma vez o Lobo Mau...
Era uma vez o Cebolinha...
Era uma vez o tio Patinhas...
Era uma vez... você!
Venha fazer parte dessa história...
Leia , leia mais!...
terça-feira, 9 de julho de 2013
A Bela e a Fera
Dizem que beleza é fundamental...
Mas que dizer de Bela?
A princesa apaixonou-se por uma Fera.
Este conto de fadas é permeado pela dicotomia entre beleza externa versus beleza interna.
Então, cabem as perguntas: que valores adotamos, que ideais acalentamos?
A beleza exterior acima de tudo?
Queremos, a todo custo, nos enquadrar no padrão de beleza imposto pela sociedade?
Afinal, isso influencia significativamente em nossa prática pedagógica.
Já presenciei cenas de deboche na escola, relacionadas ao físico de uma aluna.
Por parte de alguns alunos.
Por parte de alguns professores.
Então, cabem as perguntas: que valores transmitimos aos nossos alunos, que ideais propagamos?
Devemos estar sempre vigilantes.
Somos um espelho.
Mas não um espelho que reflete a aparência das pessoas.
Somos um espelho, pois refletimos o tão necessário senso crítico.
Diz o adágio popular que beleza não põe mesa.
De fato, relativizar o conceito de beleza é uma atitude saudável e inteligente.
A inteligência é bela...
A virtude é bela...
A cultura é bela...
A arte é bela...
Mas, sobretudo, a vida é bela!...
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Mãozinha do Vitinho
Pega, pega , pega!
Mãozinha de bebê...
Inquieta!
Quer pegar a fralda,
Quer pegar o sabonete,
Quer pegar o cotonete!
Pega, pega, pega!
E não deixe de pegar:
Livros.
Algodão doce.
Estrelas.
Flores.
Cometas.
Pega, pega, pega!
E aprenda a mandar beijinhos,
Querida mãozinha!
E aprenda a fazer cafuné,
Querida mãozinha!
E aprenda a pedir silêncio,
Querida mãozinha!
Pega, pega, pega!
Pega um grãozinho de gritinhos,
Pega um grãozinho de soninho,
Pega um grãozinho de soluços,
Pega um grãozinho de chorinho,
Pega, pega, pega!
E plante no coração da mamãe e do papai!
Pega, pega, pega!
Pega esse bebezinho...
Pega, pega, pega!
Mas pega no colinho!
Mãozinha de bebê...
Inquieta!
Quer pegar a fralda,
Quer pegar o sabonete,
Quer pegar o cotonete!
Pega, pega, pega!
E não deixe de pegar:
Livros.
Algodão doce.
Estrelas.
Flores.
Cometas.
Pega, pega, pega!
E aprenda a mandar beijinhos,
Querida mãozinha!
E aprenda a fazer cafuné,
Querida mãozinha!
E aprenda a pedir silêncio,
Querida mãozinha!
Pega, pega, pega!
Pega um grãozinho de gritinhos,
Pega um grãozinho de soninho,
Pega um grãozinho de soluços,
Pega um grãozinho de chorinho,
Pega, pega, pega!
E plante no coração da mamãe e do papai!
Pega, pega, pega!
Pega esse bebezinho...
Pega, pega, pega!
Mas pega no colinho!
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Ouvido e orelha do Vitinho
Era uma vez um ouvido de bebê.
Era uma vez uma orelha de bebê.
Nunca se viram.
Mas um sabia do outro.
O ouvido amava a orelha.
A orelha amava o ouvido.
E sonhavam em se casar...
Em viver um do lado do outro,
Como dois olhinhos de bebê.
E acostumaram-se a escutar as mesmas coisas...
Músicas para bebês que mamãe cantava.
Histórias para bebês que papai contava.
E o bebê chorava:
Buá, buá, buá.
E o bebê sorria:
Quiá, quiá, quiá.
E o amor do ouvido
E da orelha era feito de barulhos poéticos:
Barulho do milho virando pipoca.
Barulho de apito de criança.
Barulho de cantigas de roda.
Barulho de beijinhos estalados.
E o amor do ouvido
E da orelha era feito de ruídos poéticos:
Ruído do papelzinho que o bebê rasga.
Ruído da chuva fina que cai na terra.
Ruído da gargalhada do palhaço.
Ruído do latido de um cãozinho serelepe.
Mas era no silêncio que o ouvido e a orelha se diziam:
“Eu te amo”.
O ouvido.
A orelha.
Juntos.
O ouvido e a orelha.
sábado, 1 de junho de 2013
Boquinha de Vitinho
Era uma vez uma boquinha.
Sujinha de leite.
Leite da mamãe.
Colo da mamãe.
Qual o mais gostoso?...
Sonhava em poder dar beijinhos estalados.
Na mamãe.
No papai.
No vovô e na vovó.
Queria falar todo o abecedário.
De trás pra frente: zyxwvu....
E mais uns mil ‘eu te amos’...
Te amo, sol...
Te amo, lua...
Te amo, estrelas...
Te amo, nuvens...
Bebê docinho, parece pé-de-moleque na boca!
Bebê salgadinho, parece pipoca de cinema na boca!
Boquinha com hálito de sereno,
De arrebol,
De alfazema,
De orvalho.
Boquinha de beijinho doce.
Com gosto de maçã do amor,
Paçoca,
Maria mole,
Algodão doce!
Boquinha de bebê,
Imitando carrinho,
Fazendo carinho,
Em mim e você!...
Sujinha de leite.
Leite da mamãe.
Colo da mamãe.
Qual o mais gostoso?...
Sonhava em poder dar beijinhos estalados.
Na mamãe.
No papai.
No vovô e na vovó.
Queria falar todo o abecedário.
De trás pra frente: zyxwvu....
E mais uns mil ‘eu te amos’...
Te amo, sol...
Te amo, lua...
Te amo, estrelas...
Te amo, nuvens...
Bebê docinho, parece pé-de-moleque na boca!
Bebê salgadinho, parece pipoca de cinema na boca!
Boquinha com hálito de sereno,
De arrebol,
De alfazema,
De orvalho.
Boquinha de beijinho doce.
Com gosto de maçã do amor,
Paçoca,
Maria mole,
Algodão doce!
Boquinha de bebê,
Imitando carrinho,
Fazendo carinho,
Em mim e você!...
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Nariz de Vitinho
Era uma vez um narizinho de bebê.
Vivia respirando.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Cheirava a mamãe.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Cheirava o papai.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Cheirava a vovó.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Gostava de sabonete.
Gostava de colônia.
Nossa, que cheirinho!
Detestava cecê.
Detestava cocô.
Nossa, que cheirão!
Brincava de prender a respiração debaixo d’água.
Na piscina.
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar.
Sonhava com o perfume das flores.
Do sereno.
Da comidinha da vovó.
Sonhava.
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Detestava espirrar.
Às vezes, precisava de lenço, de tão resfriado.
Pingava.
Parecia uma torneirinha quebrada.
Mas logo ficava bonzinho.
Curtia era um cotonete.
Porque fazia cócegas.
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar.
Narizinho.
De batata?
Que nada...
De balada!
O narizinho dançava...
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar...
O narizinho dançava... com o nariz da mamãe, do papai e da vovó.
Juntos nos beijinhos de esquimó,
Que xodó!...
Vivia respirando.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Cheirava a mamãe.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Cheirava o papai.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Cheirava a vovó.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Gostava de sabonete.
Gostava de colônia.
Nossa, que cheirinho!
Detestava cecê.
Detestava cocô.
Nossa, que cheirão!
Brincava de prender a respiração debaixo d’água.
Na piscina.
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar.
Sonhava com o perfume das flores.
Do sereno.
Da comidinha da vovó.
Sonhava.
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar...
Detestava espirrar.
Às vezes, precisava de lenço, de tão resfriado.
Pingava.
Parecia uma torneirinha quebrada.
Mas logo ficava bonzinho.
Curtia era um cotonete.
Porque fazia cócegas.
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar.
Narizinho.
De batata?
Que nada...
De balada!
O narizinho dançava...
E o bebê ria, ria, ria.
Sem parar, sem parar, sem parar...
O narizinho dançava... com o nariz da mamãe, do papai e da vovó.
Juntos nos beijinhos de esquimó,
Que xodó!...
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